sábado, 29 de junho de 2013

SENSIBILIDADE CRISTÃ - OLHANDO AS PESSOAS COM UM OLHAR MISSIONÁRIO

(MATEUS 9: 35-38)
9.35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. 9.36   Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. 9.37   E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. 9.38   Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Introdução:

Não tem como olhar um texto como esse e não se emocionar e ser profundamente tocado com a
sensibilidade de Jesus. Ao analisarmos isso comparamos com a individualidade dos nossos dias, com a
religiosidade cega que tem dominado a mente das pessoas e separado os seres humanos. Já ministrei
muitas vezes neste texto, mas confesso que cada vez que o leio ele me toca mais ainda e me confronta.
Meu desejo nesta mensagem é expor alguns outros detalhes da missão que, muitas vezes, tem sido
deixado de lado em razão de outros interesses. Quero retratar que o que exponho nesta mensagem é
coisa muito simples, porém ricas, mas que tem se perdido numa geração fria e individualista. Que o Senhor
possa tocar no fundo de nossa alma e nos leve a rever nossa forma de fazer missão.

1- A missão se faz caminhando

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.”

• A missão não é estática, mas dinâmica. A igreja deve caminhar e fazer missão.
• A cultura “templista” tem nos roubado um dos maiores princípios da missão cristã, pois somos capazes de participarmos de momentos maravilhosos dentro dos nossos templos e depois sairmos como se nada tivesse acontecido;
• Muitas vezes parece que nossa espiritualidade e compromisso missionário estão confinados dentro
das paredes dos nossos templos, nos entretenimentos dominicais.

NOTA: É necessário entendermos que:

a) Caminhando a gente ensina:
• Somos enviados a ensinar às nações. Jesus disse:  ”Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”... “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt. 28: 19-20)
• A igreja pode e deve ensinar os valores mais essências da vida, ensinar a viver, mas viver para glória de Deus

b) Caminhando a gente prega:
• Todos são chamados a pregar. Pregar não o evangelho da prosperidade, das vitórias materiais, mas o evangelho do reino, banhado pela graça de Deus.
• Era isso que Paulo, os apóstolos e a igreja nos primórdios fazia: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto”
• A pregação do evangelho não deve ser somente uma atividade “templista”, exclusiva dos “pregadores”, Antes, todos devem caminhar, ensinar e pregar o evangelho do reino de Deus

c) Caminhando a gente cura:
• Enquanto andamos, ensinamos e pregamos também curamos.
• O evangelho cura o corpo, as emoções, as crises existências, as depressões, a injustiça, a solidão e
tantos outros males.

2- A missão se faz enxergando pessoas

“Vendo ele as multidões”
• Não basta andar, temos que enxergar, perceber, discernir.
• Quem caminha com um coração missionário vê, percebe e se sensibiliza.
• Enxergar é a arte de olhar na alma, além do óbvio, percebendo o interior e detectando as necessidades mais secretas daqueles que nos cercam

3 – A missão se faz se compadecendo

“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” 
• Quem caminha vê e quem vê (enxerga por dentro) se compadece.
• É impossível enxergar o mundo a nossa volta e não nos compadecermos das pessoas e tantos que vivem distantes do seu criador, sem esperança e sem Deus no mundo, assim como éramos antes de a misericórdia e a graça do Senhor nos atingir a alma. Como nos lembra as Escrituras:
“Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que 
se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da 
comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Ef. 2: 11-12)
• Assim como o Senhor se compadeceu de nossa miséria espiritual, também devemos nos compadecer daqueles que se encontram no mesmo estado que nós estávamos.

4) Considerações Finais: A necessidade de missionários (trabalhadores)

• É interessante ressaltar que ao contemplar toda essa realidade a sua volta, Jesus traz um grande ensino a seus discípulos e a todos nós. Ele disse: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”
• Será que os trabalhadores sempre serão poucos? Nossa intercessão é fundamental para que surjam
os verdadeiros trabalhadores, os verdadeiros missionários. Quem são eles?
• São os que caminham, ensina, pregam, curam, enxergam, e se compadecem, fazendo tudo isso
para glória do reino de Deus

Conclusão

É interessante com Jesus percebe tudo isso e, ao perceber, dirigi-se aos seus discípulos, como quem
falasse: “percebam essas coisas”; “façam como eu”; “olhem para o lado”... E depois Ele diz: “roguem
ao Senhor da seara”, clamem a Ele, pois parece que haverá um tempo em que as pessoas perderão a
sensibilidade, fixarão em si mesmas.
Tudo isso, amados, é um grande recado para nossa geração, para nós mesmos, para você, para mim.  Que
sejamos andantes, visionários do reino, que o nosso coração se compadeça, pois é possível andar e não
ver, ver e não enxergar, enxergar, mas não se sensibilizar, ser sensível, mas não agir.
Que o Senhor seja com o nosso espírito!

No amor do Senhor,

Pr. Afranio de Andrade

terça-feira, 18 de junho de 2013

JUNHO / MÊS DA CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA -  TEXTO: MATEUS 4: 16-20

SALVOS E ENVIADOS

4.16 O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e 
sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. 4.17 Daí por diante, passou Jesus 
a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 
4.18   Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado 
Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 4.19   
E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 4.20   
Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram (Mt. 4: 16-20)

Introdução:
Este texto nos ensina que a chegada de Jesus é a chegada da luz e que a luz dissipa as trevas, iluminando
o reino no coração das pessoas. Jesus nos chamou para sermos ganhadores de vidas e, para isso, devemos compreender sua forma de lidar com sua missão. Aqui temos alguns ensinamentos preciosos, que
precisam estar em nossas mentes e corações, a fim de sermos aquilo que ele deseja que sejamos. Nesta
mensagem desejo expor alguns princípios deste texto e depois fazer algumas considerações importantes.
Meu objetivo é mostrar que a salvação é ratificada do cumprimento do envio e sem isso somos apenas
bons religiosos. Que o Espírito Santo nos conduza nessa jornada.

Princípios Fundamentais:
1- A EXEMPLO DE JESUS, NOSSA LUZ DEVE BRILHAR EM MEIO AS TREVAS DESTE MUNDO: 
“O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz”

Devemos entender que:
a) A luz não tem sentido em meio à outra luz;
b) A luz que há em nós deve ser levada àqueles que estão em trevas:

• As trevas da ignorância;
• As trevas dos conceitos de um mundo que se opõe a Deus;
• As trevas do egoísmo;

2- A CHEGADA DA LUZ É SEGUIDA DE UMA CHAMADA AO ARREPENDIMENTO:
“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos”

Arrepender-se quer dizer:
a) Mudar de mente;
b) Mudar de caminho;
c) Permitir que seus pensamentos sejam dirigidos por outros valores;

3- A LUZ QUE CONDUZ AO ARREPENDIMENTO É A MESMA QUE ILUMINA O HOMEM PARA RECEBER O REINO: 
"Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus."

Verdades a serem entendidas:
a) Sem a luz da graça não há arrependimento verdadeiro;
b) Sem arrependimento não há possibilidade de receber o reino;
c) Sem reino não há governo de Cristo;
d) Sem governo de Cristo não há salvação;
e) Sem salvação não há vida;

4- SÓ SENDO SEGUIDORES DE JESUS QUE PODEMOS NOS DEDICAR AO ENVIO DE SALVAR PESSOAS: 
“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”

a) Seguir a Jesus é fundamental para nos dedicarmos a missão, pois sem relacionamento com Ele não
poderemos entender o propósito da nossa salvação;
b) Podemos estar na igreja, mas não seguirmos a Jesus (podemos seguir a nós mesmos, nossos interesses e
propósitos);
c) Só ele que pode colocar em nossos corações o amor necessário para sermos ganhadores de vidas;

5- A CONVOCAÇÃO DE JESUS DEVE SER ATENDIDA IMEDIATAMENTE:
“Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram”

a) A prioridade é Cristo;
b) A prioridade é a missão do reino;
c) Devemos largar nossas redes (aquilo que temos colocado em primeiro lugar);
d) Isso deve ser feito de uma vez por todas;

Considerações Finais:

1- A SALVAÇÃO NÃO TEM SENTIDO DISSOCIADA DO ENVIO:
a) Não somos salvos para nós mesmos;
b) Não somos salvos para ficarmos no nosso próprio mundo;
c) A salvação nos tira de uma zona de conforto;

2- AS BÊNÇÃOS DA SALVAÇÃO SE MANIFESTAM NO CUMPRIMENTO DO ENVIO:
a) Os dons;
b) O cumprimento das promessas;
c) A provisão;
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”
(Mt. 6: 33)

3- SOMOS ENVIADOS A FALAR AS BOAS NOVAS DO REINO:
a) Anunciar a verdade num mundo de inverdades;
b) Anunciar o reino num mundo que jaz no maligno: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” (1 Jo. 5: 19)

Conclusão:
- Por nós mesmos deveríamos declarar que não somos capazes de corresponder, afinal somos tão limitados, porém há uma grande promessa em meio a esse envio. Ele disse: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt: 28: 20)

No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade