quinta-feira, 1 de novembro de 2012


Pr. Afranio de Andrade


NÃO NOS ENVERGONHEMOS DO EVANGELHO

Gosto da expressão de Paulo, quando afirma: “Pois não me envergonho do evangelho”, (Rm. 1: 16 a). São palavras que encontram pleno eco em nossos dias, visto que muitos tentam “alterar”, “contextualizar”, ou até mesmo “adulterar” o evangelho, a fim de que sua mensagem se torne mais atraente para a sociedade moderna. Penso que, se Paulo vivesse em nosso tempo, ele estaria esbravejando em razão daquilo que se tem visto. Uma grande massa tem sido atraída por um suposto evangelho, que, na verdade, está distante de ser o evangelho bíblico e autêntico, responsável por impactar o mundo e transformar pessoas. O apóstolo iria bradar em nossos dias: “não se envergonhem do evangelho!”; “Não se atrevam a alterar sua mensagem!”; “Não diminuam suas demandas!”; “Não o ajuste a gosto da clientela!”; “Não o confunda com mensagem de auto-ajuda!”; “Não o transforme em fórmula para o sucesso!”; “Não o use como trampolim para a ascensão ministerial”; “Não fragmente sua mensagem, a fim de atrair novas clientelas”, dentre outros brados de indignação. O evangelho é Cristo e, por isso, imutável e sempre presente. Ele traz o recado de Deus para o homem em todos os tempos e épocas. Paulo, possivelmente, também se assustaria ao ver que não há somente a possibilidade de se envergonhar do evangelho, mas ficaria (como em sua época) revoltado com aqueles, que são a vergonha do evangelho. A expressão do apóstolo é uma verdade sobre a qual devemos nos debruçar e refletir seriamente em nossos dias. Paulo prossegue e apresenta as razões pelas quais não podemos nos envergonhar do evangelho, tampouco ajustar sua mensagem, a fim de torná-lo atraente. Ele diz: “porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. O evangelho bíblico e autêntico é o poder de Deus para nos salvar, mas não se trata apenas de uma “salvação da alma”, o evangelho nos salva de tudo, dirige nossos passos, orienta nossas ações, aproxima-nos de Deus e de seus princípios. O evangelho nos salva da condenação do inferno, visto que brada aos ouvidos de todos os eleitos: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8: 1), e ratifica essa verdade, dizendo: Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm. 8: 33-34). Mas não para por aqui! O evangelho também nos salva das influências vindas de um mundo distante de seu Criador. Paulo nos ensina: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef. 2: 1-2)
O evangelho nos tirou desse contexto de trevas e de influências de autoridades contrárias ao curso de Deus. É pelo evangelho que nossa mente é protegida e nossos pensamentos orientados de acordo com valores que não pertencem a esse mundo. Não seremos levados pelas opiniões que tentam nos incutir. Por fim, tenhamos a certeza que o evangelho nos concede um grande livramento, ele nos salva de nós mesmos, de sermos entregues à nossa natureza humana, pecaminosa e alienada de Deus e de seus valores e princípios. Paulo prossegue ensinando: “entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef. 2: 3). Talvez a parábola do filho pródigo seja o texto que mais nos exemplifique o que é o ser humano entregue a si mesmo. Somos capazes de desprezar as coisas eternas e de valor incomparável, com o objetivo de realizar nossas vontades egoístas. Pois foi desse cativeiro interno que o evangelho nos livrou. Sua mensagem é libertadora e capaz de romper com as algemas que encarceram o ser humano em si mesmo. 
O evangelho é a mensagem divina que revela a soberania e majestade de Deus, assim como expõe a pequenez e eterna dependência de todos nós. Por isso, não nos envergonhemos, não nos deixemos levar pelo “outro evangelho”, não sejamos seduzidos por propostas de sucesso em nome de um “evangelho” de homens. Sejamos autênticos, entendendo que evangelho basta, pois é suficiente e poderoso para nos salvar de toda condenação, das influências desse mundo e das algemas que nos aprisionam em nós mesmos. Somos livres e, dessa forma, jamais nos deixaremos levar por qualquer outro jugo, que não seja o jugo de Cristo.

No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade


terça-feira, 30 de outubro de 2012


"Vida cristã não se fundamenta nas nossas experiências carismáticas, nem nas nossas atividades, e sim na obra redentora da cruz."

"Homens tem usado a Bíblia nos púlpitos e não expõem as escrituras mostrando o evangelho genuíno e puro de Cristo."

"Só podemos entender a obra grandiosa da salvação pela ação do Espírito Santo." 

"O que determina a nossa caminhada, é o que impulsiona os nossos pensamentos."

"Para vivermos uma vida cristã autêntica, precisamos jogar fora a camuflagem religiosa."

Pr. Afranio de Andrade - Culto Domingo de Manhã - 29/10/2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012



A VIDA E O PENSAMENTO CRISTÃO: SERÁ QUE ESTAMOS EM LINHA COM A VERDADE?

Inicio os primeiros meses deste ano dando continuidade às coisas que tem me levado a uma reflexão séria sobre o sentido e conteúdo da vida cristã. Como pastor e considerando-me um pensador do meu tempo e da minha classe, preocupo-me com o que tenho visto e ouvido, quando o assunto é cristianismo ou simplesmente vida cristã. Pelas Escrituras entendemos que a igreja é o povo pelo qual a verdade é vivida, protegida e proclamada, com palavras e ações. Paulo, o grande apóstolo, a compara a uma coluna e um baluarte da verdade (1 Tm. 3: 15). Entretanto, a verdade tem sido tão relativizada, que até dentro dos meios cristãos não tem sido possível chegar a conclusões absolutas. Entendo que esse fenômeno é fruto da influência pós-moderna no pensamento e comportamento cristão. Influência essa que, sem que percebamos, tem nos roubado a capacidade de definirmos alguns conceitos. A confusão começa com a falta de definição do que venha ser vida cristã, teologia cristã, cosmovisão cristã, e assim por diante. Em outras palavras, o que rege o comportamento cristão? Qual é a base do pensamento cristão? E, de que maneira podemos enxergar e discernir o mundo a sua volta? Se não tivermos esses fatores definidos, dando-nos consciência do que significam e, sobretudo, quais são os seus propósitos, corremos o perigo de vivermos uma falsa espiritualidade, que intitulamos de cristianismo. Paulo nos alerta sobre um tempo em que as pessoas se distanciariam da verdade, buscando suas próprias verdades e, como sentindo coceiras nos ouvidos, buscariam mestres segundo os seus próprios interesses (2 Tm. 4: 3). Há, então, uma necessidade imperativa de definirmos o conceito de vida cristã, teologia cristã e cosmovisão cristã. Guardada as devidas proporções, e reconhecendo minha própria limitação, é isso que proponho neste texto.

O que é vida cristã? Para chegarmos a uma conclusão sobre esse conceito, devemos identificar alguns pensamentos, que se definem como vida cristã, mas que, à luz da Palavra de Deus, não são. O primeiro conceito falso sobre vida cristã é aquele que afirma que tal vida se caracteriza por um bom comportamento desenvolvido pelos seres humanos. Bom comportamento não é sinônimo de vida cristã, isso porque, tem muita gente com bom comportamento, mas que está longe de isso ser uma marca da vida cristã. Conheço pessoas de boa conduta, até mesmo dentro da igreja, mas que isso é fruto do medo das conseqüências do mau procedimento e, assim, procura-se viver corretamente, porque, do contrário, colherão muito mal de suas atitudes. É óbvio que todas as ações geram consequências, mas a vida cristã autêntica não se caracteriza por isso, e sim, por sermos totalmente transformados, de forma milagrosa, por meio da ação regeneradora do Espírito Santo. É isso que Jesus ensina (Jo. 3: 1-6) e Paulo ratifica (Tito 3: 5). Acredito, com pesar em meu coração, que há muitos, dentro da igreja, que precisam de uma experiência regeneradora com Deus, a fim de viverem para sua glória e não apenas para se livrarem dos prejuízos de uma vida desregrada. Outro fator que não define a vida cristã é aquele que a confunde com atividades religiosas, ou seja, o velho engano que diz: “sou cristão porque me envolvo com atividades da igreja”. Esses precisarão sempre de alguma atividade para se “sentirem” cristãos e, assim, vão se auto-enganando. O grande problema desse conceito é que, quando faltam as atividades, a suposta vida cristã vai embora e a pessoa passa a ser o que nunca deixou de ser. Mais uma vez é preciso saber que nossas atividades devem ser resultado de nossa transformação e nunca uma camuflagem religiosa, que logo se desfaz. Reportando-nos ao apóstolo Paulo, observamos que é ratificado em seu ensino, que nossas ações e boas obras devem ser fruto da nossa nova natureza, pois somos feitura de Deus, criados em Cristo Jesus (Ef. 2: 10). Outra consideração enganosa sobre vida cristã está no fato de alguns  entendê-la como se fosse a submissão cega a alguns preceitos religiosos, humanos e legalistas. Segundo as Escrituras, tal comportamento é enganoso, pois só consegue mascarar as pessoas, não demonstrando nenhuma marca de um ser regenerado.

Não são poucos os que se escondem por trás dessas maquiagens (Cl. 2: 20-23). Devemos reforçar o conceito de que a verdadeira vida cristã é fruto de uma entrega incondicional a Deus, confiando plenamente na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Só assim pode-se experimentar a nova vida e afirmar, como fez o apóstolo: “Já não vivo mais eu. Mas Cristo vive em mim, e a vida, que agora tenho na carne, vivo na fé do Filho de Deus, que por mim morreu e ressuscitou” (Gl. 2: 20). Poderíamos seguir adiante e listar mais alguns conceitos equivocados do que venha a ser vida cristã, como, por exemplo, compará-la com experiências emocionais e êxtases religiosos.
Diante de tudo isso, somos convocados a refletir sobre qual seja a base do pensamento cristão, isto é, o que vem a ser teologia cristã? Digo isso porque há muitas teologias, mas nem sempre as mesmas podem ser consideradas legitimamente cristãs, isso porque nem todas podem ser consideradas teologias bíblicas. Há inúmeras teologias contemporâneas que não tomam a Bíblia como fonte base de estudo. Assim, encontramos as teologias da prosperidade, existenciais, liberais, pós-modernas e assim por diante. Mas o que vem a ser teologia cristã? Há, principalmente, dois princípios a serem considerados aqui: O primeiro diz que devemos considerar se a Bíblia é usada como única fonte totalmente fidedigna. Isso parece óbvio, mas o fato é que muitas teologias estão longe desse princípio. Outro fator a ser considerado numa genuína teologia cristã é saber se ela visa o reino e a glória de Deus. Não é possível “tirar” Deus da teologia e colocar o homem e seus interesses no centro, mas é exatamente isso que tem acontecido nos nossos dias. Precisamos, então, resgatar os princípios que nos levam a uma forma de pensar que dignifique o evangelho de Jesus Cristo.

Por fim, desejo considerar a nossa cosmovisão. E a pergunta a ser feita é a seguinte: De que forma enxergamos o mundo? Como nos comportamos diante das mudanças e transformações de nossa sociedade? Como reagir às imposições de um mundo pós-moderno? Infelizmente a Bíblia não tem sido o fator norteador da visão de mundo, o que resulta numa perda irreparável. Basta darmos uma olhada atenta aos primeiros onze capítulos do livro de Gênesis para termos uma visão da origem de todas as coisas. Partindo desse pressuposto teremos uma correta interpretação da razão da existência humana, do porque de tanta maldade no mundo, do propósito original de Deus e de como as coisas estão distorcidas hoje. Se não tivermos essa base de conhecimento enxergaremos o mundo a nossa volta sob o ponto de vista do próprio mundo, ignorando a recomendação apostólica: “Não vos conformeis a esse mundo” (Rm. 12:2). Reparem que somos chamados de luzeiros do mundo (Fl. 2: 15).
O ano está apenas começando, mas o alerta do Espírito é claro: precisamos de uma vida cristã autêntica, uma teologia legitimamente cristã e uma cosmovisão que venha do Criador do mundo e não daqueles que o tem destruído.


No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CAFÉ DE PASTORES

Igreja Batista Renascer, vinculada ao Ministério Graça e Verdade

Pr. Afranio de Andrade ministrando para Pastores, Pastoras e Líderes.
"Se não cuidarmos uns dos outros, dificilmente cuidaremos do rebanho."(Pr. Afranio de Andrade)
Pr. Afranio enfatizou sobre a importância de cuidar da sã doutrina

 "Eu não posso ousar em adulterar a noiva de Cristo, a igreja pertence ao Senhor"
(Pr. Afranio de Andrade)
 "Deus se relaciona de uma forma amorosa, se doando"
(Pr. Afranio de Andrade)

 Deus tem levantado Pastores e Pastoras para viverem um evangelho sem enganos.

 "A doação da trindade é uma relação de honra"
(Pr. Afranio de Andrade)
"Eu devo permitir que a graça de Deus me eduque"
(Pr. Afranio de Andrade)


Graça e Paz!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O QUE TEM DE NOVO NO ANO NOVO?


O QUE TEM DE NOVO NO ANO NOVO?
Chegamos a mais um ano e carregamos conosco a sensação de que uma nova jornada irá começar, para a qual nossas forças estão sendo renovadas e nossas mentes são alimentadas por certo otimismo de que conquistas virão, sonhos serão realizados, promessas cumpridas, enfim, todo ano é a mesma coisa. Desejamos um feliz ano novo e planejamos muitas coisas, que, de fato, acreditamos que conseguiremos, todavia, ao fim de todo ano temos que admitir que as coisas continuam a acontecer, o ano foi de risos e lágrimas, surpresas e imprevistos, momentos favoráveis e desfavoráveis, conquistas e perdas. O que mudou e o que precisa mudar? Creio mesmo que somos nós que devemos amadurecer e nos preparar para a jornada da vida, uma vida que não sofre uma lacuna entre um ano e outro, mas continua sendo desenvolvida de forma linear, dando-nos oportunidades de aprender e crescer. Acima dessa realidade humana existe um Deus que governa sobre todas as coisas e que ensina seus filhos a caminhar de forma sadia. Assim entendendo, precisamos atentar aos seus desejos e buscar o aperfeiçoamento, não nos iludindo com fábulas e crendices tão comuns em nosso meio. Como um Pai incomparável Ele diz: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Pv. 3: 1-2). Aí está o segredo de um ano feliz, de um tempo de vida e paz! Nosso caminhar de realizações está atrelado à observação dos ensinos do Senhor, em guardar os seus mandamentos e, os que assim fazem, são os que, verdadeiramente, o amam (Jo. 4: 21). É Isso mesmo, não adiantam declarações positivas, desejos verbalizados, planos bem elaborados, se não houver uma inclinação sincera em guardas os mandamentos do Senhor e não esquecer seus ensinos. Não é na força da nossa determinação que faremos as coisas acontecer do jeito que desejamos. Nossa jactância deve se render à soberania do Senhor, e assim sermos colocados em nosso devido lugar, jamais esquecendo que é nele que estamos seguros. O apóstolo Tiago escreve algo que necessita ser lido e relido por todos nós, que vivemos num tempo de valores distorcidos, convivendo em uma geração ávida por resultados. Assim ele escreve: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passamos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna” (Tg. 4: 13-16). Que declaração confrontadora! Quanta verdade que precisa ser observada! Segundo esse princípio bíblico, podemos entender as seguintes verdades: (1) O futuro é encoberto aos nossos olhos, por isso, todos os nossos planos não trazem consigo a certeza de que serão cumpridos (“Vós não sabeis o que sucederá amanhã”); (2) Não somos capazes de sustentar nossas próprias vidas, pois somos como neblina, que hoje é aparente e visível, mas amanhã já não se vê. Isso não nos faz lembrar as nossas inconstâncias, os nossos desníveis no humor e as nossas aparentes convicções? (3) É do Senhor que todas as coisas derivam, só nele podemos ter alguma certeza, dependemos de sua vontade soberana (“Se o Senhor quiser faremos isto ao aquilo”); (4) As pretensões humanas são arrogantes e revelam nossa raiz de independência, fruto do pecado que em nós habita, tratando-se de uma jactância maligna, visto que realça as marcas da antiga serpente sedutora. Que diremos, pois, diante de um ano que surge? Muitas coisas temos que aprender e, para começar, que não sejamos como os demais, que não conhecem ao Senhor e vivem fora de seus princípios. Antes, sejamos submissos a sua vontade e subjuguemos a nossa jactância diante de sua soberania. Continuemos a sonhar? Claro que sim! Continuemos a planejar? Seguramente! Mas que jamais esqueçamos que a resposta certa vem dos lábios do Senhor (Pv. 16: 1), que nele vivemos, e nos movemos, e existimos (At. 17: 28), e que tudo é dele, por meio dele e para ele (Rm. 11: 36). Quanto a 2012, o que esperar? Esperamos que seja um ano que nos permita aprender, amadurecer, conhecer mais ao Senhor, sermos mais humanos e, além disso, não colocarmos nossas esperanças nas incertezas dessa vida. Somente assim podemos viver algo novo, no ano novo.
No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade