segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

AS BEM AVENTURANÇAS


Ao observarmos o ensino e a maneira de Jesus lidar com as pessoas e com os princípios que devem reger suas vidas, começamos a identificar os sinais do reino e a ausência de preceitos puramente religiosos. Jesus começa a falar de princípios que devem estar dentro de todos os que receberam o reino (não receberam uma religião, mas o reino). Tais princípios, de fato, estão dentro daqueles que encontraram o reino pelo caminho da graça, em maior ou menor proporção vão se desenvolvendo à medida que o Espírito vai nos enchendo. Estamos diante de um ponto principal na nossa espiritualidade, um verdadeiro divisor de águas, pois o ensino de Jesus diferencia os filhos do reino dos religiosos cheios de preceitos, que se envolvem mais com, atividades, cargos, títulos e coisas semelhantes, mas estão distantes de Deus e dos valores do seu reino. Observem que o capítulo 5 começa com Jesus vendo as multidões e ensinando aos seus discípulos, aqueles que devem ser o diferencial, a luz em meio às trevas, o sal que tempera e conserva os valores eternos, muito diferente dos religiosos que vestem suas roupagens hipócritas, impressionam com seus carismas, enganam com suas eloqüências, enfim seguem enganando e sendo enganados. É necessário nos analisarmos quando refletimos nesses capítulos de Mateus, eles não apresentam um código de conduta, que deve ser seguido ao “pé da letra”, mas nos mostram as sementes do reino de Deus, que são plantadas naqueles que nasceram da água e do Espírito.
Tais sementes precisam ser desenvolvidas e, para isso, é necessário permitir que o Espírito nos conduza, que a graça mostre o seu valor, que o nosso coração seja quebrantado, que deixemos os enganos da carne e da religião, que sejamos sinceros no nosso relacionamento com o Senhor, que não nos vejamos como pessoas superiores, enfim, que permitamos a ação do Espírito Santo, rechaçando o que é velho e fazendo fluir o novo que veio de Deus. Podemos cometer os mesmos erros que os escribas e fariseus dos tempos de Jesus cometiam, em outras palavras, é possível que, sem perceber, estejamos mais preocupados com coisas externas do que com o interior de nossas almas, e assim criarmos nossas máscaras, para que por elas sejamos conhecidos e tenhamos uma falsa ideia sobre nós mesmos. É importante analisarmos as bem-aventuranças, ensinadas por Jesus nos primeiros versículos do capítulo 5 de Mateus, e também vistas (de forma mais sintetizada) em Lc. 6: 20-23. Um dos grandes indicadores das bem-aventuranças está nos fato de elas mostrarem a dualidade do reino, isto é, o reino já está presente, mas, ao mesmo tempo, ainda será consumado.
Reparem os aspectos presentes e futuros encontrados nas palavras de Jesus. Os que são humildes possuem o reino, os que choram serão consolados, os mansos herdarão a terra, os que têm fome serão fartos. Embora esses princípios já estejam presentes, junto com suas promessas, sua consolidação ocorre na consumação de todas as coisas, fato esse que nos aponta o caminho de desenvolvimento da ética do reino, por meio de seus embaixadores.

Os humildes de espírito: São aqueles que reconhecem que nada podem sem a concessão divina, que dependem do Rei dos Reis. Não são, necessariamente, os “pobres de espírito”, como alguns afirmam, mas aqueles que reconhecem que não tem nada em si mesmos que lhes garantam o cumprimento daquilo que Deus deseja. Esses sabem que sua suficiência vem de Deus (2 Co. 3: 5). Não há lugar, no reino de Deus, para os orgulhosos e auto-suficientes.

Os que choram: Os filhos do reino são aqueles que sabem lamentar sobre seus próprios erros e pecados, mas também choram ao ver as calamidades que assolam o mundo, pessoas que sofrem desamparadas. A religião dos nossos dias tem feito as pessoas se voltarem para elas mesmas, em busca de suas conquistas e benefícios, mas no reino de Deus não há lugar para a indiferença. As mentes daqueles que servem ao reino, por meio da graça de Jesus, não são cauterizadas, não se tronaram indiferentes; antes, passaram a ser como o seu Senhor, que olhava e se compadecia, lamentava ao ver gente sofrendo e corações endurecidos. São bem-aventurados os que assim procedem.

Os mansos: Não são apenas calmos, mas são aqueles, cujo Espírito Santo desenvolve um coração repleto de quietude e humildade. São gentis nos seu relacionamento, não guardam rancores e mágoas nos seus corações, não pagam o mal com outro mal. Trata-se de algo que não conseguimos em outro lugar, se não no Senhor, que afirma de si mesmo: “Sou manso e humilde de coração”. Isso nos faz entender que mansidão e humildade são dois lados da mesma moeda. Como afirma um escritor: “Quando Deus tiver destruído todos os que em sua arrogância resistem a sua vontade, os mansos serão os últimos a herdar a terra”.

Os que têm fome e sede de justiça: São todos aqueles que não se sujeitam às formas de injustiça que dominam a humanidade e anseiam pela vitória final do bem sobre o mal, da luz sobre as trevas. Isso nos remete ao pensamento amplo do reino de Deus. Esses também carregam o desejo de praticar a justiça, ser justos para consigo mesmos, para com os que os cercam e para com o mundo em geral. Não é sem propósito que Jesus ensina, mais adiante, que os que dominam a ansiedade são aqueles que buscam o reino e a sua justiça, pois esses passam a não viver somente para eles, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2 Co. 5: 15)

Os misericordiosos: São todos aqueles que trazem dentro de si a magnitude da misericórdia de Deus, manifestada em suas próprias vidas, que, por isso, sabem olhar para os outros cheios de compaixão, inclinando o coração para as diversas formas de miséria. Esses sabem que, se não fosse a misericórdia de Deus, ainda permaneceriam em seus pecados. O interessante é que, quanto mais demonstração de misericórdia, mais a misericórdia de Deus se revela em nossas vidas.

Os limpos de coração: Esses são aqueles que carregam dentro de si o caráter íntegro, que conseguem se livrar dos desvios da personalidade, que vencem as ambigüidades existentes dentro do ser pecaminoso, que não tem intuitos duplos, que não querem servir a Deus a ao mundo ao mesmo tempo, que não carregam malícias dentro de si. São limpos, livres e são aqueles a quem Deus jamais esconde o seu rosto. “Eles verão a Deus”.

Os pacificadores: Os que são verdadeiramente filhos de Deus trazem dentro de si a paz que excede todo o entendimento e, ao mesmo tempo, levam essa paz por onde passam. Esses se esforçam em aproveitar as oportunidades para promover a paz no mundo, entre as pessoas e entre todos os que estão em discórdia. Os filhos de Deus não põem lenha na fogueira dos desentendimentos, não estimulam os conflitos; antes, levam o caráter do Príncipe da Paz por onde passam.

Os perseguidos: São os que sofrem e “pagam o preço” por conduzir suas vidas debaixo de padrões divinos, completamente opostos aos conceitos que regem a humanidade caída. Esses não ajustam suas vidas às atitudes maliciosas desse mundo e se recusam a se inclinar diante dos ídolos criados por uma sociedade sem Deus. Esses trazem o reino de Deus nos eu interior e o demonstra com suas atitudes, mesmo que para isso tenham que ser perseguidos, afinal, como ensina Paulo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm. 3: 12)

Ao final dessas bem-aventuranças Jesus se volta diretamente para os seus discípulos e diz: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disser todo mal contra vós”. Essa bem-aventurança se caracteriza pela arte de viver e suportar a injustiça. Os filhos de Deus serão perseguidos por causa do nome de Jesus e dos valores do seu reino, mas são bem-aventurados aqueles que sabem suportar as acuações mentirosas. Aqueles que são perseguidos por causa dos erros e falhas de conduta não podem ser definidos como bem-aventurado, mas, se mentindo, tentarem o mal contra nós, aí, sim grande é o galardão no céu.

Amados, como eu disse no início, essas recomendações não devem ser encaradas como um código obrigatório de conduta, mas como os verdadeiros valores a serem desenvolvidos em nossas vidas. Permitamos que o Espírito nos sonde e nos revele os caminhos maus, que porventura podemos estar, involuntariamente, trilhando. Desejemos o reino e não a adesão de um segmento religioso e, por fim, larguemos toda maldade e malícia e desejemos ardentemente o verdadeiro leite espiritual para que, por ele, venhamos a cresce na nossa salvação (1 Pe. 2: 1-2)

No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade

domingo, 18 de dezembro de 2011

ENCONTRO DE PASTORES NO MGV

"A igreja precisa promover a fé e o conhecimento dos eleitos de Deus."
(Pr. Afranio de Andrade)




"O púlpito precisa ser usado para falar as verdades da graça de Deus."
(Pr. Afranio de Andrade)














sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VIDA ABUNDANTE, ISSO É UMA REALIDADE EM NÓS?


"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." (João 10: 10)

Posso ler esse texto milhares de vezes e ainda assim serei impactado pelas palavras de Jesus, Ele veio para que nós vivêssemos, para que tenhamos abundância de vida, vida com propósito. Muito diferente da vida vazia e sem sentido que o mundo nos oferece. Entretanto, fico a perguntar: Será que nossas vidas expressam essa verdade? Será que desfrutamos dessa abundância de vida? Será que há um propósito sublime nos dirigindo? Ou será que, como todos os demais, estamos sendo levados como reféns por uma vida sem propósito? Às vezes penso que esses valores não tem nos acompanhado, que temos pensado e agido como esse mundo pensa e age. Precisamos, então, refletirmos em dois pontos:

(1) Como se caracteriza a vida abundante prometida por Jesus, que se estabelece como marcas inconfundíveis da presença do seu reino em nós?
(2) Por que isso não tem sido uma realidade em muitos cristãos, embora o discurso e a crença estejam em conexão com essa verdade? Começarei abordando alguns aspectos da vida abundante para depois pontuar algumas coisas sobre os porquês de isso não estar sendo, muitas vezes, uma realidade prática.
A primeira coisa que devemos considerar é sobre a essência da vida abundante, posto que não seja uma vida qualquer, mas a própria vida de Deus em nós, algo que não se encontra no mundo nem é alcançado pelo esforço humano. Ele nos deu vida, diz Paulo (Ef. 2:1). Na verdade, Ele nos deu a sua própria vida. O segundo aspecto da vida abundante é um desdobramento do primeiro, ou seja, é uma vida que está oculta em Deus, e só se manifesta quando Ele se manifesta em nós (Cl. 3: 3-4). Isso nos ensina que jamais desfrutaremos dessa vida plena enquanto estivermos presos em nossa própria maneira de viver, uma maneira de viver, da qual já fomos resgatados, conforme ensina o apóstolo Pedro (1 Pe. 1:18). Para viver essa vida, que está oculta em Deus, é necessário morrer para todos os conceitos do mundo (Mt. 16: 25). A vida abundante também se caracteriza pelo fato de possuir uma direção clara e definida, um senso de missão dominante, que não permite que qualquer coisa venha nos tirar o foco de nossas realizações, uma vida que revela a razão da nossa existência, pois foi assim que Deus nos criou, com um propósito bem definido (Gn. 1: 26-28). Por fim, posso dizer que a vida abundante é algo que não depende de circunstâncias externas para nos revelar a verdadeira felicidade, pois nossa felicidade está na descoberta do propósito da nossa existência, isto é, vivermos inteiramente para glória de Deus. Quem não sabe a razão da sua existência vai depender sempre de situações externas para ser feliz. Descobrir essa verdade é o mesmo que saber que a vida é mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes, conforme falou Jesus (Mt. 6: 25-26).
Mas quais serão os motivos que impedem o manifestar dessa vida abundante? Por que ela não tem se desenvolvido como deveria, pelo menos em grande parte da cristandade? Segundo penso, esses são alguns possíveis motivos: O primeiro deles é o fato de que, em muitas ocasiões, o ladrão ainda tem prevalecido. Quando me refiro ao ladrão, não menciono, necessariamente, satanás, mas tudo e todos que tem tentado impedir o fluir do rio de Deus na vida do ser humano, isso quer dizer que o ladrão pode ser nós mesmos. A vida abundante também é impedida quando insistimos em entrar por caminhos que não foram preparados para nós, tentarmos outras portas que não são as portas de Deus.
Jesus nos ensinou a porfiar por entrar pela porta estreita (Mt. 7: 13-14). Tudo e todos que vieram antes da porta não é a porta verdadeira (Jo. 10: 8-9). Tudo que nos influencia negativamente tem parte com o ladrão! Entendam também que podemos bloquear a vida abundante quando damos ouvido a outras vozes que não seja a voz do mestre. Essas vozes podem vir de nós mesmos, da opinião dos outros, das próprias circunstâncias, do nosso passado, enfim, se quisermos viver a vida abundante temos que dar ouvido somente a Ele (Jo. 10: 17).
Jesus veio para que tenhamos vida, que é direito nosso, uma vida plena, uma vida com propósito, uma vida moldada nele, que faz tudo cooperar para o nosso bem. Isso tem sido realidade? Que o Espírito nos conduza pela porta que nos leva ao caminho da vida abundante!

No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NÃO BASTA CONHECER, É PRECISO IR A CRISTO


“Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5: 38-39)

Penso na importância de refletirmos nessas palavras de Jesus, pois elas tem muito a nos falar nos nossos dias. Jesus está confrontando os religiosos de sua época, partindo de um ponto positivo, ou seja, o Senhor reconhece o zelo que eles preservavam pelas Escrituras, mas confrontava-os e apresentava o abismo existente entre a informação e a experiência. Eles examinavam as Escrituras, criam, de forma certa, que elas tinham a vida eterna, contudo, tal conhecimento não foi capaz de levá-los a uma experiência com a própria vida, testemunhada pelas Escrituras. Assim, aqueles religiosos se enchiam de conhecimento e ficavam vazios de vida. Mas será que isso tem alguma coisa a nos ensinar hoje? Até que ponto podemos incorrer no erro dos judeus? Às vezes erramos em não unir nosso conhecimento com nossa experiência. Tenho visto muita gente passar por momentos difíceis, mas não recorrer à fonte certa. Creio que esse texto deseja falar aos nossos corações, visto que não basta ter conhecimento; é necessário ir à fonte eterna chamada Jesus Cristo. Pensando assim, desejo considerar dois fatores com vocês.

1- É possível sermos verdadeiros nas nossas convicções teológicas e não experimentarmos o poder de nossa fé.

Os judeus estavam certos em sua busca, mas estavam cegos para enxergar a realidade da vida eterna, que estava diante deles. É preciso entender que somente a certeza teológica não nos leva à experiência com o que cremos como verdade. Não basta pensar certo, é preciso agir de acordo com o que cremos. Deus não só pensou em resgatar o homem, Ele agiu em função dessa convicção, enviando seu Filho para efetuar a redenção. A vida cristã se constrói sobre estes dois princípios inseparáveis: verdade e experiência, um princípio é interdependente com o outro, visto que buscar a verdade sem experimentá-la é o mesmo que nos encher de informações improdutivas. Mas, por outro lado, sairmos em busca de experiências, sem que estejamos fundamentados na verdade revelada nas Escrituras, é suicídio espiritual, posto que tal atitude pode nos levar a um misticismo religioso, capaz de tirar o nosso pé do chão, desviando-nos totalmente da verdade bíblica. Nossas experiências devem ratificar a verdade contida nas Escrituras. A vida cristã é mais do que uma contemplação da verdade, é também uma experiência com essa verdade. Jesus disse aos judeus que haviam crido nele: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo. 8: 32). Isso significa se apropriar da verdade, ter experiência com ela, do contrário, seremos como aqueles judeus, crendo na verdade, mas não tendo vida produzida no nosso interior, em decorrência da verdade crida. Dessa forma, estejamos conscientes de que é possível conhecer o caminho, mas não entrar por ele.

2) Jesus não deseja que apenas creiamos nele, Ele nos convoca a experimentá-lo.

Não poucas vezes o Senhor convoca as pessoas a experimentá-lo e não somente em crer em suas palavras. Um exemplo clássico disso está no convite aos cansados e sobrecarregados pelas demandas e intempéries da vida, para os quais o mestre se dirige e diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt. 11: 28). A convocação é clara: “vinde a mim”. É certo que sabemos que ele é o nosso socorro bem presente, o alívio, a fonte de nossa renovação, mas nem sempre vamos a ele quando passamos por esses momentos. É possível até ensinarmos aos outros sobre ir a ele e encontrar descanso e, mesmo assim, nós mesmos não fazermos o mesmo. Muita gente ainda procura o alívio e o descanso necessários, nos entretenimentos da vida, nos momentos de lazer, nos passeios, nos lamentos com outras pessoas, nas religiões. Essas ações podem ajudar, mas do alívio e do descanso verdadeiros só podemos desfrutar quando experimentamos dEle. Em outro episódio o mestre bradou: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo. 7: 37). Onde saciamos nossa sede? Estamos convictos de que Ele é a nossa fonte inesgotável, mas quantos de nós tem ido a Ele nos momentos de sede, seja ela de qualquer dimensão? Às vezes a fome é espiritual, mas em outros momentos pode ser sede de justiça, carinho, atenção, companheirismo, enfim, não importa a sede, o fato é que só existe uma fonte e só podemos desfrutar se tomarmos a decisão de ir à ela. Como Ele disse à mulher samaritana, sempre que insistirmos em outra fonte, voltaremos a ter sede, pois nada nos sacia permanentemente. Por isso Ele diz: “Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para vida eterna” (Jo. 4: 14). Só o Senhor é a fonte eterna, entretanto só esse conhecimento não basta. É preciso ir à fonte e saciar-se completamente. Outras palavras do Senhor, que me vem à mente, são as que Ele profere ao se referir como sendo a porta, que conduz à salvação: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (Jo. 10: 9). Não há outro nome pelo qual os homens podem encontrar salvação (At. 4: 12), não há outra porta. Mas não é suficiente ter essa convicção teológica, a salvação requer uma resposta nossa, e essa resposta só pode ser dada quando vamos a Ele e entramos pela porta. É interessante termos uma visão mais abrangente dessa salvação, visto que muitos já se consideram salvos por Jesus Cristo. Porém não é só a salvação da alma. É também a salvação do engano, das tribulações, dos nossos inimigos (físicos e espirituais) e até de nós mesmos. Só encontramos a salvação quando vamos a Ele.
Amados irmãos, em tempos tão difíceis como os nossos, onde temos buscado refúgio, descanso, alívio e salvação? Nos homens? Nas religiões? Ou em outro refúgio? Ele é o nosso refúgio e fortaleza e somente nEle temos o que precisamos. A certeza de Pedro deve falar ao nosso coração: “Para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (Jo. 6: 68).

No amor do Senhor,
Pr. Afranio de Andrade

 PR. AFRANIO DE ANDRADE É PEDAGOGO, PROFESSOR E FUNDADOR DO MGV